sexta-feira, 8 de julho de 2011

Senhor do tempo

O desbotar das folhas no outono, a tentativa de continuar presas à árvore de onde nasceram, aquela vontade de permacerem vivas. O tempo como senhor do destino as levando para longe, mostrando um novo caminho a seguir, a nova vida que está por vir. Todo este emaranhado de semelhanças entre a vida que estamos a seguir, e a natureza que se mantém a nos rodear. Tudo isso marcado pela mera diferença da vontade que já não permanece em todos nós. Essa vontade de continuar vivendo, esse sentido que deveríamos ver para fazermos todo esforço necessário, para não nos deixarmos levar pelo fim certo que todos teremos, ao menos não tão cedo.






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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Life

What do you thing about being lost? And what if it’s not just in some place, but on you own mind? Do you ever thought about it? Have you ever seen yourself in some situation like that? Well, if don’t, you really had never stop to think about you, about the others, about everything that’s around you. There’s a lot more then just your life, there’s a lot more then just live and let die. You need to see that first, and then you know your life started. But prepare yourself, that’s not that easy. You’re gonna fall, you’re gonna see it all, you’re gonna think everything is just lost, and then you need to be strong and try to understand everything nobody does, everything you’ve never thought about. That’s the price you pay to finally know what life is, but I’m not there yet.






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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Dimensão tão distante

Sinto uma agonia correr por todo meu corpo, um tormento toma conta de mim e não vejo caminho de fuga. Desmorono e não sei como levantar. Esta sensação consegue plenamente me devastar. Parece não ter fim, esse sentimento de que não há caminho pra mim. Uma roda gigante de rotas sem solução, um futuro sem nenhuma resolução. Pareço não ter onde ir, não ter o que fazer, a quem seguir, por onde evoluir. Vejo tantas almas vagando por aí, me sinto uma delas, sem percepção de nada que possa me tirar daqui. Consigo sentir um final sem nada construir, somente esse vazio que torna a me perseguir. Me perco nos sons, as melodias são quem me fazem pensar, e ao mesmo tempo me transportar. Me vejo em um lugar onde não estou. Todos a minha volta parecem outra dimensão, parecem viver algo que não me pertence, algo que nunca vou alcançar. Sou um bloco de decepção que se localiza ao meio de todos que tentam me fazer voltar. Não enxergo mais como me encaixar nesse mundo perplexo e constante. Essa vida monótona que os vejo diante.







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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Tudo e nada

Me vejo perdida, numa vida cheia de possibilidades e vazia de sensações correspondidas. Estou no caminho, tenho tudo direcionado, tenho aquilo que devia estar a mim destinado. Já tenho o que seguir, a quem ouvir e aonde ir. Já tenho o que devia ser o suficiente, o que devia me dar aquela calma, aquele momento relaxado, aquela sensação de que está tudo solucionado. Isso me apavora, me deixa completamente transtornada, me coloca ansiosa, quase o suficiente para desistir. Não sei como expressar, muito menos como agir. Sigo no caminho traçado sem saber muito bem aonde ir. Sinto que falta alguém aqui.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Paz subjetiva

Contando com o que viria, estava ali, parada, sentada, num jardim sem fim. Esperava o que não sabia, no meio de todo aquele florido, no meio de tudo aquilo que parecia tão lindo. Esperava algo que a fizesse acreditar que realmente era tudo o que precisava. Tranquilidade, paz, sempre foram as cobiças dos homens, ela os tem, mas então? Está feliz? Está plenamente completa? Se sente vazia, sem sentido, sem motivo para viver. Se está tudo tão perfeito, o que devo fazer aqui? Enlouquecer? A perfeição a angustiava, não havia desafio, não havia algo para se dedicar. Tudo estava completo, perfeitamente localizados, mais do que nunca, a paz reinava. Isso a fazia procurar algo que fizesse para poder depois ter que consertar, alguém que pudesse ajudar. Não fazia sentido estar ali, não havia o que enfrentar. Pela primeira vez se viu mais perdida do que nunca. Não aguentava mais, começou a correr, arrancar toda aquela perfeição, destruir tudo aquilo a sua volta, a si mesma. A loucura tomou conta de si, quando viu já não restava um ponto de perfeição, isso sim a fez se acalmar. Deitou naquele chão sem mais sinal de vida, fehcou os olhos e finalmente conseguiu um tempo para dormir.









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quinta-feira, 5 de maio de 2011

O que te cega

Você vê, ouve, sente tudo que está a lhe rodear. Todos que estão a te perseguir, que permanecem a te levar para onde não quer mais ir. Você vai, você faz, você vê e sente o que não queria mais sentir. Você esquece e continua. Esquece que não era aquilo, que devia estar em outro lugar, que não devia acostumar a parar de pensar. As horas passam e você ainda está lá, o dia amanhece e tudo parece voltar. Você sente tudo errado de novo, você pensa que voltou, que recomeçou. Tudo que tinha conseguido foi em vão e a contagem começa mais uma vez. Você volta a pensar.








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terça-feira, 3 de maio de 2011

Besta encapuzada

Quente e confusa, parece não se encontrar, uma donzela, uma besta encapuzada. Impossível de identificar. Ela aparece no salão, todos parecem se chocar, ou pela beleza, ou pela energia que chega a exalar. Um ar de paixão e tristeza, um sentir de raiva e sensualidade. Aquela mulher que a todos impressiona, aquele ser de quem não se consegue fugir. É como algo totalmente incontrolável, não precisa abrir os lábios, o falar para ela é algo desnecessário. Enquanto caminha portões a dentro, já tem o alvo da noite marcado. Todos esperam por sua escolha, o olhar o carrega e não se desespera. Sabe as conseqüências, mas não exita a se levantar e se direciona a esse fim que sabe poder lhe matar. As feridas que sabe poder logo após carregar não lhe importam pelo prazer que lhe é confirmado receber. O olhar de todos pregado no casal momentâneo que acabara de se formar, ao mesmo tempo carregado de pena e inveja. A inveja por não haver dúvida do que ela pode proporcionar, mesmo que depois se desfaça, durante faz-lhe sentir como o perfeito par. Começa a dançar, como se ainda fosse necessária a parte da sedução a muito já confirmada. O leva nesses passos como se o fizesse flutuar, lhe chama em um abraço, e é como se este já chegasse a gozar. Se encaminham aos portões e todos voltam ao que se punham a praticar. Em suas mentes o mesmo Pensamento de todo luar. Ninguém pode saber se aquele pobre escolhido irá voltar.









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