quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Melancolia

Sentada na mesa do bar. Nenhuma alma a rodeá-la, somente o copo e seu cigarro no fim. Se lembra de tudo que passou, de todos que deixou e que agora realmente se vêem bem com um outro alguém. Um fim sabe que vai achar, e o pior é que sempre soube que este seria o seu. Sem nada, ninguém, só seu caderno ao lado, sentada na mesa do bar, nenhuma aula a rodeá-la, somente o copo e seu cigarro no fim.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Elas

Elas se valorizam pouco, e também aos demais. Elas se colocam mais pra baixo do que para cima. Elas tentam correr antes de aprenderem a caminhar. Elas sonham demais em tentar sonhar. Elas acreditam demais sem pensar. Elas se contradizem demais em qualquer coisa que tentam falar. Elas prometem demais antes de pensar em cumprir. Elas mudam demais antes de perceber que podem mudar. Elas fogem muito antes de tentar ficar. Elas se seguram demais no quesito conhecer, experimentar. Elas não se permitem provar. Elas não se permitem viver. Elas tentam se proteger sem saber ao menos de que. Elas amam demais antes de se amar. Sim, elas, as pessoas.






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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Voltando a sentir

Aquela frase clichê que diz que não se pode parar de pensar em alguém. Aquele momento que você para sozinho em casa com um copo na mão e começa a entender. Aquele cigarro no fim que te faz perceber, que ela não está ali, e você nunca vai saber se voltará a estar. Tudo por sua culpa, porque você criou esse monstro, isso que todos pensam de você, isso que faz ela não acreditar, faz ela não confiar, ou faz você pensar que ela te vê assim, e por isso você não chega pra falar. Não age normalmente. Vira aquelas que costumam te irritar. Vira aquelas que você finge suportar pra no fim não se sentir sozinho quando quem você quer não está lá. É esse o momento que nem imagino com explicar. Esse sentimento que me faz querer voltar. Voltar para quando comecei a me criar, comecei a me inventar. Aquela vontade de tentar mudar a cabeça de todos, só pra aquela pessoa poder me aceitar. Ou para eu mesma conseguir relaxar. O resumo parece simplesmente se voltar pra importância que estou dando pra mais uma que vai me deixar.





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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Senhor do tempo

O desbotar das folhas no outono, a tentativa de continuar presas à árvore de onde nasceram, aquela vontade de permacerem vivas. O tempo como senhor do destino as levando para longe, mostrando um novo caminho a seguir, a nova vida que está por vir. Todo este emaranhado de semelhanças entre a vida que estamos a seguir, e a natureza que se mantém a nos rodear. Tudo isso marcado pela mera diferença da vontade que já não permanece em todos nós. Essa vontade de continuar vivendo, esse sentido que deveríamos ver para fazermos todo esforço necessário, para não nos deixarmos levar pelo fim certo que todos teremos, ao menos não tão cedo.






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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Life

What do you thing about being lost? And what if it’s not just in some place, but on you own mind? Do you ever thought about it? Have you ever seen yourself in some situation like that? Well, if don’t, you really had never stop to think about you, about the others, about everything that’s around you. There’s a lot more then just your life, there’s a lot more then just live and let die. You need to see that first, and then you know your life started. But prepare yourself, that’s not that easy. You’re gonna fall, you’re gonna see it all, you’re gonna think everything is just lost, and then you need to be strong and try to understand everything nobody does, everything you’ve never thought about. That’s the price you pay to finally know what life is, but I’m not there yet.






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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Dimensão tão distante

Sinto uma agonia correr por todo meu corpo, um tormento toma conta de mim e não vejo caminho de fuga. Desmorono e não sei como levantar. Esta sensação consegue plenamente me devastar. Parece não ter fim, esse sentimento de que não há caminho pra mim. Uma roda gigante de rotas sem solução, um futuro sem nenhuma resolução. Pareço não ter onde ir, não ter o que fazer, a quem seguir, por onde evoluir. Vejo tantas almas vagando por aí, me sinto uma delas, sem percepção de nada que possa me tirar daqui. Consigo sentir um final sem nada construir, somente esse vazio que torna a me perseguir. Me perco nos sons, as melodias são quem me fazem pensar, e ao mesmo tempo me transportar. Me vejo em um lugar onde não estou. Todos a minha volta parecem outra dimensão, parecem viver algo que não me pertence, algo que nunca vou alcançar. Sou um bloco de decepção que se localiza ao meio de todos que tentam me fazer voltar. Não enxergo mais como me encaixar nesse mundo perplexo e constante. Essa vida monótona que os vejo diante.







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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Tudo e nada

Me vejo perdida, numa vida cheia de possibilidades e vazia de sensações correspondidas. Estou no caminho, tenho tudo direcionado, tenho aquilo que devia estar a mim destinado. Já tenho o que seguir, a quem ouvir e aonde ir. Já tenho o que devia ser o suficiente, o que devia me dar aquela calma, aquele momento relaxado, aquela sensação de que está tudo solucionado. Isso me apavora, me deixa completamente transtornada, me coloca ansiosa, quase o suficiente para desistir. Não sei como expressar, muito menos como agir. Sigo no caminho traçado sem saber muito bem aonde ir. Sinto que falta alguém aqui.